Redação/OCaete
Em 1948, a população de Sena Madureira ficou aflita com o naufrágio do navio Curuçá, registrado no rio Iaco. Segundo relatos, a embarcação serpenteava nas águas com destino ao seringal Guanabara quando bateu em um tronco de cumaru-ferro e alagou.
O navio era famoso na região por fazer o transporte de mercadorias, animais e pessoas que transitavam entre as localidades às margens do Rio Iaco. O alagamento se deu nas imediações do lago Bom Jesus.
Hoje em dia, 78 anos após o naufrágio, quem passa pelo local ainda se depara com os restos do navio Curuçá, notadamente a parte de ferro que resiste ao tempo.
Residente no Segundo Distrito de Sena Madureira, o pastor Toim Apolinário que, à época do naufrágio era criança, ancorou sua canoa no navio para que os filhos pudessem conhecer um pouco sobre esse acontecimento. “Conhecendo o navio que há muitos anos veio afundar no Rio Iaco. A pergunta dos meus filhos foi: Pai, como foi que esse navio afundou? Confesso que fiquei sem resposta. Então, falei pra eles: Filhos, um dia o papai contará pra vocês o ocorrido”, comentou.
Apolinário disse que sabe apenas de alguns comentários proferidos pelos mais antigos moradores de Sena Madureira. “Uns falam que ele bateu em um cumaru de ferro. Outros falam que ele alagou normalmente, devido estar muito carregado tanto de gente quanto de mercadorias. Outros ainda falam que ele transportava muito gado. Gostaria que os nossos historiadores relatassem sobre o ocorrido. Fui fazer uma missão da igreja e, ao voltar, parei no local do naufrágio”, destacou.
A bem da verdade, não há maiores detalhes sobre o ocorrido, mas há quem diga que houve vítima fatal.





Uma resposta
Tenho muita vontade de ir ater esse lugar só conheço por foto